quarta-feira, 1 de julho de 2015

WATTPAD - WILD WORLD

Oi gente!
Bom, eu vou parar de publicar fanfics nesse blog e postar mais no Wattpad. Estou publicando minha nova fanfic 'Wild World' lá. Espero que gostem!
Ok, até breve!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Novidades =)

Olá, aqui quem fala é a Raíssa, autora de Alohomora. Vim aqui pra falar uma novidade pra vocês!

1. O capítulo 7 está chegando, ele ainda está manuscrito nas minhas coisas, mas daqui a alguns dias, já estará no ar aqui no blog! \o/

2. Eu tive a brilhante ideia de desenhar os meus personagens de Alohomora, mas infelizmente não deu muito certo. A Katherine ficou com o formato da cabeça estranho, a Meredith ficou miudinha e o Leo, bem eu não sei desenhar meninos, então já viu! Mas, a Mari, tentou desenhar e ficou ótimo, só que ela tem o mesmo problema que eu e acabou que o Leo também ficou uma porcaria... Mas, a Katy e a Mere estão maravilhosas ♥ Segue a imagem pra vocês:


E aí, o que acharam? Não me agradeçam, agradeçam a Mari, foi ela quem fez ♥

É só. A gente se vê no próximo capítulo que está repleto de novidades =)

~ Bjs no core ~

domingo, 18 de janeiro de 2015

Through My Heart | 1

 "Ainda me lembro do dia em que a conheci..."


Estava sentada no meu lugar favorito da sala lendo meu livro preferido, que eu já li mil vezes, mas eu mesmo assim choro quando a personagem principal morre. Olho de relance para a chuva na janela e fecho o livro quando minha mãe me chama.
- Madeline!! Vai passear com a Fawkes!
- Mas está chovendo!
- Dane-se, vai passear com ela agora!
Me levanto do sofá, vou até a cozinha onde a minha labradora irritava a minha mãe, que preparava o jantar. Pego Fawkes no colo, como ela ainda era filhote, e eu vou com ela até a coleira jogada no chão, pego um guarda-chuva e vamos para a rua.
- Boa tarde Sra. Parker!- cumprimento minha vizinha, tentando controlar Fawkes.
Meu nome é Madeline. Moro em NYC, e o bairro onde eu moro é o menos parecido com Nova Iorque que você conseguir imaginar. Meu sonho é ser uma advogada e trabalhar no Empire State Building. Mas, enquanto você não sabe nada sobre mim e sobre a minha mãe alcoólatra, você pode imaginar que eu sou só uma adolescente que lê livros e que passeia com a sua cachorra. Estava garoando, e o chão estava molhado, e o que aconteceu... Madeline Carrol no chão! 
A coleira escapa da minha mão e começo a correr. Tenho 16 anos, mas correr cinco quarterões atrás de um cachorro com o asfalto molhado e um guarda-chuva na mão, é cansativo e muito. Paro para descansar por um segundo e Fawkes entra em um condomínio fechado. Aquele condomínio tem umas 20 casas... E eu não tinha certeza se Fawkes estava lá... E eu estava muito cansada! Decidi ir pra casa e fazer alguns panfletos para encontrá-la novamente. 
"Tudo vai ficar bem..." dizia a mim mesma, respirando ofegante

- Oi Madeline! - minha mãe diz colocando os pratos na mesa - O jantar está...Cadê a Fowkes?!
- Ela escapou da coleira e agora eu não sei onde ela está! Desculpa... 
- Quer... Quer dizer que a perdeu???!!!
- Mais ou menos...
- MAIS OU MENOS ??!! MADELINE!... O que quer dizer com mais ou menos? Temos que achá-la e...
- Mãe, relaxa... Eu vou dar um jeito! Confie em mim. 

[...]


Bom, já faz alguns dias que eu colei os cartazes procurando a Fawkes, e pra falar a verdade eu estava muito triste, foi o último presente que o meu pai me deu antes de morrer e foi também o que ocasionou a " grande briga", pois segundo a minha mãe eu sou muito irresponsável para ter uma cachorra e agora eu percebo que ela tem razão. A campainha toca.
- Madeline! ATENDE! - minha mãe grita das escadas
Vou até a porta e abro, eu nunca tinha visto aquele garoto... Acho que era novo no bairro. 
- Sim?- Você é a Madeline?
- Sou sim, por que?
- Sou o Bryce, eu sou novo aqui no bairro.
- O que você quer, Bryce?
- Você é a dona da Fawkes?
- Sim...

De alguma maneira, aquele menino não queria sair de frente da minha casa e eu me irritava muito por isso. Mas, no momento em que ele mencionou a Fawkes, meu coração começou a palpitar rápido. 
- Eu vi quando você estava passeando com ela e quando ela fugiu
- E você está com ela?
- Sim! - abro um sorriso - Por coincidência ela foi para o meu condomínio e eu a peguei, eu achei que você fosse entrar lá para busca-lá, mas tudo o que você fez foi voltar pra casa. Porque?
- Tudo o que eu quero saber é se está com ela ai, se não está... Volte mais tarde! 
- Tudo bem, não precisa se estressar. Espera aí. 
Ele vai até dentro do carro e desce com a Fawkes no colo, e volta até a minha direção. Eu tiro minha filhotinha do colo dele e a abraço forte. 
- Obrigada!
- Não há de quer, mas você está me devendo uma...
- Não inventa! Obrigada novamente, e tchauzinho. - fecho a porta.
- ESPERA!
- O que foi agora?
- Eu sou novo aqui no bairro... 
- Bem-vindo!
- Valeu, é que eu queria saber se você não podia me mostrar o bairro, sabe... 
- Estou ocupada. Então, é só isso! - fecho a porta e deixo Fawkes na sala. 
- ESPERA! 
Abro a porta de novo, dessa vez já com o desejo de expulsá-lo dali o mais rápido possível. 
- FALA LOGO! 
- Por favor, não fique brava. 
- Eu fico brava quando um menino sem noção fica em frente da minha casa me enchendo... 
- Desculpa. 
- Ótimo, agora sai!
- Eu sei que essa não é a melhor hora para perguntar isso, mas será que você não pode sair comigo?
- Não! 
- Só um sorvete!
- Que coisa mais ridícula... Já que você é novo no bairro, por que não vai se apresentar para a Ashley? Ela com certeza vai querer sair com você... 
- E onde ela mora? 
- Que imbecil... 
- Não eu estou só brincando, eu só... Só quero que você pare de ser grossa assim comigo, eu não te fiz nada, além do que, eu devolvi a sua cachorra. 
- Tá. Eu paro de ser grossa com você, se você sair daqui agora e nunca mais vir me procurar na minha casa!
- Mas, desse jeito nunca mais vamos nos falar...
Abro um sorriso de "exatamente, seu cabeça oca!"
- Fechado? - pergunto. 
- Fechado! - ele responde, decepcionado. 
Bato a porta. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Alohomora ☼ 6


Minha árvore genealógica é maluca


Elisa vem até o dormitório com um prato de comida.
- Aqui, Meredith! Danielle está vindo com o outro... 
Pego o outro prato de comida e nós duas começamos a comer. As meninas saem do quarto, quando Meredith disse que precisava falar comigo. 
- Preciso te contar algumas coisas. 
- Diga! - coloco uma garfada de estrogonofe na boca. 
- Sabe... Quando os alunos do primeiro ano sumiram?
- So-Solarinos? - me engasgo. 
- É. Não fui eu que tive a ideia, mas até que foi legal hipnotizar as crianças. 
- Você que os hipnotizou?
- Não! Eu só ensinei o Leonard a fazer o feitiço.
 - Meu Deus! - comento - Mas, falhou. 
- Um fracasso, com certeza. 
- Ei! A marca no Leo estava normal, porque a sua está vermelha?
- É o que acontece quando um Solarino é atacado, nas atuais circunstâncias. 
- Mas... Você já está melhor, não é?
- Muito. AH! Tenho que te mostrar isso. - ela levanta, vai até o chão e volta com um diário na mão. 
- O que é isso? - pergunto. 
- Um diário. De Peter Solario, o fundador dos Solarinos.
- E como o conseguiu?
- Sou a guardiã do diário! - ela diz, orgulhosa. 
Folheio rapidamente o diário. Não havia nada escrito. Porém, na última página, havia algo escrito. 
- O que é isso?
- Nunca tinha visto isso. - ela pega o diário e admira as escritas. - Rápido, uma pena! 

Abro minha mochila e pego um pergaminho rasgado no fundo da mochila e a minha pena. 
- Anota! - ela pede. - ".àrabaca êcov uo ,oxiab arap elho ,acram aus raxied euq erpmeS .àrabaca odut uo ,amic ehlo ,sohlo soa ratlaf ehl zul a euq erpmeS" O que isso significa?
- Não sei... E não faço a mínima ideia. - respondo. 
- Biblioteca? 
- Biblioteca!

Deixamos os pratos em cima da nossa cama e fomos até nossas mochilas. Meredith enfiou todos aqueles livros que estavam em cima da cama dela e o diário também. Eu coloquei a anotação que fizemos e coloquei um livro que eu tinha alugado da biblioteca sobre a Ordem da Fênix. 
Descemos a escada em espiral e fomos até a biblioteca. 
- Eu olho sobre os Solarinos, e você procura alguma coisa sobre o Peter Solario! - Meredith diz impondo-se. - Agora, vamos!
Corro até a estante "S" e não encontrei nada sobre o Peter Solario. Vou até a "P" e também nada... Procurei de novo nas duas estantes, e de novo, e de novo, mas não tinha absolutamente nada. 
- MEREDITH! - chamo-a. Ela acena de uma mesa com vários livros grandes e pesados. Vou até ela.
- Olhe só, Katy... Eu achei "Solarinos, verdades e mentiras", "Solarinos, rebeldes ou vândalos?", "Solarinos, suas lendas e objetivos", "Solarinos, contra ou a favor da verdade?", "Histórias sobre os..."
- Eu não achei nada sobre o Peter Solario. 
- Como assim? - ela se levanta. 
- Absolutamente nada, eu chequei e chequei e chequei... E nada! 
- Onde você procurou? 
- Em "s" e em "p"
- Opa... - ela diz meio envergonhada. 
- O que foi?   
- Ele usava um outro nome, só os Solarinos sabem que ele se chama Peter Solario. 
- Por que não me disse nada? 
- Eu esqueci... Agora, vamos procurar juntas! - ela puxa o meu braço e me leva até a estante "L". - O nome dele é Patrick Lemilton. 
- LEMILTON?
- É, Lemilton. Por que?
- Lembra quando eu te falei que eu só conheci os meus pais adotivos - engulo em seco.
- Não... Katherine, não! 
- Sim, o sobrenome deles é Lemilton. 



 

Acordo com os passarinhos piando. Era sábado. Eu e Meredith fomos até a biblioteca para pesquisar mais sobre os Lemilton e o que eles tinham a ver com os Solarinos. 
- Olha só, Katy! "Os Lemilton ainda são uma família muito conceituada no mundo da família. Porém, dois dos herdeiros dos Lemilton foram enfeitiçados com um feitiço da memória muito poderoso feito pelo próprio Patrick pois estavam destruindo os Solarinos, enviando informações ultra-secretas ao Ministro." 
- Por que eles fizeram essa traição aos Solarinos?
- Deixa eu ver... "estavam destruindo os Solarinos blá blá blá enviando informações ultra-secretas ao Ministro..." Aqui, olha! "Eles faziam parte dos Solarinos, mas segundo fontes anônimas, eles estavam sendo forçados a fazer parte do grupo pelo irmão, Patrick. E após terem a memória enfeitiçada, a marca foi retirada deles."
- Uau! - comento. 
- Com certeza... 
- Mas, não tem como saber quem são os Lemilton traidores?
- Estou procurando, espera. Aqui diz que eles eram David e Barbara. 
- David e Barbara? - pergunto, sem entender.
Eu senti que fosse desmaiar. Minhas entranhas se reviravam dentro de mim, e eu não entendia nada que estava acontecendo. 
- São eles? 
- Sim. 
- Se acalma, respira... - obedeço - Inspira, 1...2...3... Expira, 1...2...3... 
- Já melhorei. - me ajeito na cadeira. - Espera aí, repete o que você disse. 
- Inspira, 1...2...
- Não! Sobre o David e a Barbara. 
- O livro diz que eles eram David e Barbara Lemilton... 
- Eram? - pergunto, um pouco triste. 
- Aqui diz que eles morreram. 
- Mas, não tem como. Eu vivi com eles a minha vida inteira. 
- Bom, esses livros devem ser atualizados a cada vez que alguma coisa acontece, sabe?
- Não me diga! - ironizo. 
- Eles devem ter morrido assim que você foi pra Hogwarts. Olhe só, David e Barbara Lemilton foram encontrados mortos na noite dessa quinta-feira. 
Desabo em lágrimas. Aquilo era muito confuso... Tudo era muito confuso. 
- O que foi, Katy?
- Eles devem ter morrido porque eles tinham contato com a magia! 
- Me explica isso direito. 
- Eles sabiam sobre Hogwarts e tudo mais. É que meus pais sabiam que iam morrer e me deixaram com os Lemilton, com uma carta, e aquilo explicava tudo sobre a magia. 
- Então, essa carta deve ter sido escrita por um motivo. 
- O que poderia ser? - pergunto, limpando as lágrimas.
- Seus pais podem ter achado que era melhor os Lemilton ainda saberem sobre a magia. 
- Acho que sim. 
- Mas, pra isso acontecer, seus pais deviam saber que Peter Solario enfeitiçou os Lemilton. 
- Eles... Eles... 
- Sim, Katy. Eles eram amigos do Peter. 
- E os Lemilton eram irmãos do Peter. - complemento.
- Então, você é... - ela diz, assustada e feliz ao mesmo tempo. 
- Não sou! - digo antes de ela continuar. 
- Sobrinha do Peter Solario. 
- Claro que não! Meus pais eram amigos do Peter, e os Lemilton eram irmãos, e eu não sou uma Lemilton. Eu sou uma Marvel. 
- Tudo bem, então. Mas, você é bem próxima da família Solario. 
- Nisso você tem razão. - digo. - Agora vamos embora, ok?
Enfiamos os livros nas nossas mochilas, e fomos até os jardins da escola. 


Fazia bastante calor. Eu e Meredith estávamos embaixo de uma árvore enquanto fazíamos nossa lição de casa, eu tentava disfarçar o fato de que as coisas estavam acontecendo muito rápido, e quanto mais eu tentava seguir em frente com a minha vida normal, mais coisas eu acabava descobrindo. 
- Oi! - Leonard diz se sentando. 
- Oi, Leo. - cumprimento. 
- O que vocês estão fazendo? - ele pergunta.
- Lição de casa - respondo - , mas eu já terminei. - fecho o livro. 
- Se vocês quiserem, podem dar uma volta. - Meredith diz ainda com os olhos no pergaminho - Não tem problema eu ficar sozinha. 
- Hmm... Tá! - Leonard se levanta e estende a mão para me ajudar. 
Ponho minhas coisas na mochila e fomos andando. 

- Quero te pedir desculpas por ter sido grosso com você ontem. 
- Eu entendo. - respondo rapidamente.
- Eu fico chateado, porque eu não posso falar com você sobre isso, e...
- A Meredith já me falou. 
- Sério? Sobre tudo? Até sobre os ataq...
- Sim. Na realidade, eu a salvei de um. 
- COMO? - ele demora para continuar - O seu Patrono é... 
- Uma fênix? Sim!
- Ela te falou sobre você entrar?
- Ela me disse que o meu Patrono protege ela e essas coisas, mas eu disse que vou lutar contra o Crunfouch e...
- Só que você sabe que pra lutar contra ele, você tem de entrar no grupo, né?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Alohomora ☼ 5


Solarinos


As aulas haviam acabado e eu fui até a Sala Comunal da Grifinória encontrar o Leonard. Ele me esperava na frente do retrato. 
- Oi, Katy. 
- Oi. 
- Pegada de trasgo! - ele diz para o retrato, até que uma lâmpada acende na minha cabeça. 
Pegada de trasgo é a marca no Mapa do Maroto que dá para o Porão da Direção. Estranho um pouco. Mas, ignoro. Entro com Leonard, e as minhas mãos tremiam. Por mais que eu não soubesse o porquê. 
- Vamos! - digo indo me sentar onde nos sentamos ontem. 
- Hmm, Katy?
- Sim?
Ele abre a boca pra falar, mas hesita.
- Nada não. Vamos começar logo! 
Leonard estende as mãos em direção ao pincéis e reparo em algo na sua mão direita. Uma marca, parecia uma tatuagem, no pulso. Um sol, desenhado apenas com seus contornos, e em sua lateral, havia uma lua, todos marcados com um rosto sério no centro. Um arrepio percorreu minha espinha. Ele percebe que eu estava olhando sua tatuagem e se endireita, segurando o pulso (e cobrindo a marca). 
- Acho melhor você ir, Katherine. 
- Mas, eu acabei de chegar!
- Não importa, eu... eu estou ficando com sono. - ele lança um feitiço para o retrato e ele se abre, como um gesto para eu sair dali o mais rápido possível. 
Junto minhas coisas e as enfio na mochila. 
- A gente se vê no jantar!
- Talvez, agora ande logo. 
- Tchau. 
Passo pelo buraco do retrato com uma pulga atrás da orelha. Como Leonard pode ter mudado de atitude tão rápido comigo? De manhã, ele tinha pegado na minha mão e agora, ele havia acabado de me expulsar para algo que ele mesmo marcou.
Fui correndo para a Sala da Lufa-Lufa para falar com Meredith, mas ela não estava lá, só a Elisa Smith. Me junto a ela e começamos a conversar. 
- Vamos, Katy! Já está na hora do jantar! - nos levantamos e fomos até o buraco do retrato.
- Você viu a Meredith? 
- Não sei, não. Ela deve estar lá em cima. 
- Eu vou procurar ela lá. Pode ir indo, nos encontramos lá. 
- Tá legal. Até mais, Katy!
Subo as escadas em espirais e vou até o dormitório. Bato na porta. 
- Meredith? 
- Vai embora! - sua voz estava rouca e fraca. 
- Sou eu, a Katy. 
- Vai embora!
- Meredith, eu... 
- Vai embora!
- Mered...! - escancaro a porta - O QUE É ISSO?

Me encontrei com Meredith sentada ao lado da sua cama, abraçando os joelhos. Seu rosto estava marcado de lágrimas, e seus olhos, estavam abertos e pavorosos, como se tivesse visto um monstro de seus piores pesadelos. Ela tinha livros espalhados por toda a cama dela, e um caderno na frente de seus pés, parecia um diário. Estava aberto, mas vazio. Um tinteiro quase no fim estava ao lado dela e uma pena manchada e molhada também. Ela me olha, e se assusta. Ela acaba se enfiando de baixo da cama dela. 
- Meredith... - vou até a cama dela. - O que aconteceu?
- Eu não quero falar sobre isso com você. - ignoro-a. 
- Vamos! Saia daí... Temos que ir jantar. 
- Não estou com fome. 
- Se a Minerva ver que não está lá, ela virá até aqui e será muito pior. 
Seus olhos brilharam em minha direção por debaixo da cama. 
- Mas eu não quero ir! 
- Quer que eu peça a Lucia para trazer algo para comermos? Eu vou até lá e volto bem rápido...
- Pode ser. 
- Agora, saia daí. Vá tomar um banho e se acalmar!
Ela estende a mão para eu ajudá-la e reparo algo em seu pulso. Uma tatuagem, igual a do Leonard. Um sol e a lua dentro, só que seus traços pareciam ter sido feitos com uma faca, eles brilhavam em vermelho sangue. Engulo em seco e a ajudo a sair da cama. 
- Vou indo. - saio do dormitório e vou descendo as escadas. 
A cada degrau, é como se uma preocupação a mais viesse a tona. Vou correndo até o Salão Principal, procuro Lucia e vou correndo em seu encontro. 
- Onde está Meredith? - ela pergunta. 
- Eu a achei - olho para Elisa - , mas não sei se foi a coisa certa a fazer. 
- Quer que vamos até lá para ajudar em...?
- Acho que isso só piorará tudo. Gostaria que você levasse alguma coisa para nós duas comermos lá, pode ser?
- Claro! Eu vejo o que eu posso fazer... 
- Obrigada. - olho para a mesa e eu me encontrava na frente de uma grande porção de coxas de frango. - Vou querer um pouco disso... - peço e vou indo embora. 

- Chá de orvalho! - digo ao retrato e entro. 
Achei que fosse encontrar a Meredith nos dormitórios, mas ela estava no saguão da Sala Comunal. Estirada no chão, respirando ofegante. Olhando vagamente para o teto... 
- MEREDITH! - vou até ela lá no chão. 
- Quem é você? - ela diz ainda olhando para o teto. 
- Sou eu, a Katy. Katherine Marvel. 
- Katy, por favor, Katy! Não me deixe ir embora... - ela olha para mim e segura minha cabeça com as duas mãos - Eles querem me levar, Katy! Não deixe eles me levarem, Katy! Me deixa ficar, Katy, eu não quero ir, Katy! - sua tatuagem agora estava com gotas de sangue saindo por ela toda. 
- Meredith! Vai dar tudo certo... Levanta, agora. - pego sua mão e a ajudo, mas ela não levantava - LEVANTA DO CHÃO!
- Eles querem me levar, Katy!
- Eles quem? - sussurro. 
Ela aponta para o teto, e tudo o que eu vejo é só o teto da Sala Comunal. Mas, ela pega a minha mão e a coloca sobre a sua tatuagem. Uma sensação horrível de medo e terror invade o meu corpo. Eu olho novamente para o teto, como ela ainda pedia, e vi três seres voando encapuzados. O do centro parecia ser o monstro do meu sonho, e os outros dois, pareciam ser seus parceiros. Eles estendiam a mão e parecia que a minha alma estava sendo puxada por eles... Eu solto a minha mão da tatuagem da Meredith. Até que algo me vem a cabeça. 
- Meredith! Acho que eu sei como te fazer ir embora sem que eles te levem... 
- Eles não vão me levar, Katy?
- Se der certo, não. 
- Faça isso, Katy. Eu não quero que eles me levem, Katy... Katy! Eu não quero ir embora, Katy! - ela volta a chorar.
- Vai dar certo. - eu me levanto e pego minha varinha. - EXPECTO PATRONUM!
Uma fênix brilhante e prateada sai da ponta da minha varinha, e atinge o teto. Ela parecia espantar alguma coisa... Ela olha para mim orgulhosa e voa para perto de mim novamente. Eu abro um sorriso tímido e ela desaparece. Olho para Meredith e ela parecia mais sã do que estava momentos atrás, eu abaixo até o lado dela novamente e toco em sua tatuagem, o teto estava sem nada. Ajudo-a a levantar. 
- Linda fênix. O meu patrono é um coelho. 
Guardo minha varinha nas vestes novamente e a encaro. 
- O que significou tudo aquilo? - pergunto. 
- Eu disse que tinha de saber se você era de confiança antes de te contar, lembra-se da carta?
- Sim, mas... 
- Assunto encerrado. 
- Não! Você me deve muitas respostas. 
- Antes, eu vou tomar um banho. Você mesma falar para eu... 
- Nem pense nisso, Meredith! Eu preciso muito falar com você. 
- Fala o que você quer saber. 
- Quero saber de tudo, desde a sua ilusão de dementadores até o fato de você e Leonard terem uma tatuagem igual. 
- Como você viu a marca no Leonard? - ela diz, preocupada e séria. 
- Eu vi, e ponto. Agora me fale tudo. 
- Tá... Tudo bem. Eu e Leonard, nós... Fazemos parte de um grupo. É um grupo secreto de rebeldes, somos contra o atual ministro. Até aí, você tem de saber que não fazemos nada para o lado das trevas. Nós, simplesmente, protestamos, e todos os rebeldes possuem uma marca. A nossa, é o Sol. - ela me mostra o pulso - Mas, então. Alguns seguidores de Crunfouch começou a protestar também, e eles querem levar os rebeldes para o lado negro. Por isso, alguns rebeldes estão fazendo a forma de lua no pulso por cima do sol, para simbolizar que não vão passar para o lado das trevas, mas infelizmente, ataques estão começando a acontecer. Ataques como o que acabou de acontecer comigo, ou até piores. E, sabe como conseguiu vencê-los com o patrono? Porque a fênix é o único patrono do qual eles fogem, é um tipo de magia pura e protetora que os afasta. Você é a minha única salvação, Katy. Temos que lutar contra o Crunfouch!
- Quem é Crufol? - pergunto. 
- Crunfouch é o sucessor de Voldemort. Ele quer dominar as trevas, para poder dominar o Ministério, por isso... 
- Por isso ele está tentando controlar os rebeldes do sol. 
- Somos os Solarinos, não rebeldes do sol. 
- Tá, os Solarinos. Mas, eu não posso simplesmente entrar na luta contra o Crunfouch e... É ELE! - grito.
- O que houve?
- Eu tenho sonhos com ele... 
- Sonhos como? 
- De lutas! 
- Com mortes? - ela pergunta.
Eu olho para Meredith e me lembro do sonho onde ela morre. Eu não poderia deixar aquilo acontecer com ela, nós éramos amigas, ainda que quase nem conhecíamos uma a outra, mas nós éramos amigas. Eu não poderia deixar ela morrer... Se eu tinha o patrono que poderia cuidar dela, e protegê-la, eu faria o que fosse preciso. 
- Meredith, eu vou lutar.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Alohomora ☼ 4


Quadro de Sol 

Era tão parecida com a Sala Comunal da Lufa-Lufa que eu até me assustei. Leo me leva até ao lugar mais longe dos cochichos do time de quadribol. Nos sentamos em duas cadeiras em frente a janela. 
- Como você vai pegar rascunho disso? - ele pergunta.
- Não faço ideia! A Meredith que teve a ideia, e sabe, nós duas pensamos diferente...
- Nem parece. Na realidade, vocês duas parecem velhas amigas. - dou risada.
- Ah, tá!... E então? - mostro o papel.
- Está bom, mas por que você não tenta colocar mais sombra nas árvores? Vai ficar mais realista, sabe.
- Muito bem, deixa eu ver... - rabisco mais o papel - Então?
- Bem melhor. 

Ficamos conversando sobre o fim do pôr-do-sol.
- Sabe, Leee-eona-ard... - bocejo - Acho melhor eu ir indo, tudo bem?
- Verdade, já está ficando tarde mesmo... 
Junto minhas coisas e enfio na mochila que tinha levado para lá. Leonard me acompanha até o buraco do retrato, que se abre quando alguém estava entrando. 
- Oh! Desculpe, Leonard... - diz um menino de cabelos castanhos com leves sardas nas bochechas. 
- Sem problemas, Tiago! - continuamos até sair, sinto minhas pernas estremecerem de leve. - Pois bem, Katherine... - ele espera o retrato se fechar para entrar em êxtase - Ei! Aquele menino é filho do Harry Potter! 
- Não brinca! - finjo nunca ter descoberto que o Tiago Sirius estudava em Hogwarts.
- Sim, é verdade... - ele ri - Eu sei, isso foi um pouco infantil da minha parte! 
- Mas foi engraçado, sabia? - bagunço seu cabelo - Obrigada. Sério, muito obrigada mesmo, Leo! Boa noite... 
- Até amanhã! 
- Até! - vou indo embora e aceno. 

Ao sair da vista de Leonard vou correndo até a Sala Comunal encontrar Meredith.  
- Chá de orvalho! - digo para o retrato. - CHÁ-DE-OR-VA-LHO!!
- Não grite comigo, mocinha! - disse o retrato - Não é culpa minha se você anda vagando pela escola a essa hora... 
O buraco se abre e corro para dentro. Meredith andava de um lado para outro na sala, e ao me ver, ela deu um salto que seus cabelos ruivos voaram pra cima.
- E então? - ela pergunta.
- TIAGO SIRIUS POTTER É UM ALUNO DA GRIFINÓRIA! - anuncio já que estávamos sozinhas.
- AAAAAAAH! - ela dá gritinhos de alegria. - Agora... Agora nós podemos falar com ele sobre a Ordem! Não é demais?
- É mas... - a alegria se esvai de dentro de mim - Você já percebeu que estamos fazendo isso só pra livrar a nossa própria barra?
- Sim, Katy, mas isso vai ser legal, não é? Vamos conhecer o herdeiro de Harry Potter! - eu finjo um sorriso. - Tudo bem, tudo bem! Já entendi que você não quer continuar com isso... 
- Não é bem verdade, é que assim... Olha, a última coisa que eu quero nesse momento é descobrir mais sobre a Ordem e sobre o Mapa do Maroto! 
- Mas por que, Katy? Isso vai ser tão legal, e também nós vamos saber mais sobre o Porão da Direção e...
- MEUS PAIS! - exclamo me sentando em uma poltrona.
- O que tem seus pais? 
- É que... Eu não tenho pais... - desabo em lágrimas. 
- Katherine... - ela se senta ao meu lado. - Por que não falou isso antes? A gente podia conversar!
- Poxa! Eu... Eu não queria falar isso pra ninguém mas, eu acho que eu deveria ter te falado isso antes, não é? 
- Com certeza! - ela ri. - Mas, eu tenho uma dúvida! - olho-a - Como você descobriu que não tem pais?
- Meus pa... As pessoas que cuidavam de mim me contaram antes de eu ir a King's Cross. Eu fiquei tão brava e tão triste e tão... AH! - suspiro.
- Não fique brava com eles! Aposto que só quiseram te contar agora porque não achavam que estava pronta e que só queriam o seu bem...
- Pode ser... - limpo minhas lágrimas - Agora vamos nos preparar! Leonard disse que queria ajudar a pintar o quadro!
- Sério? 
- É... - nos levantamos - E ele disse que queria que fosse sábado. 
- Tudo bem então, né? O que podemos fazer... 
- É... Ei, preciso te falar uma coisa! - digo ao entrarmos no dormitório.

Nos sentamos na cama e eu sinto um grande alívio a estar prestes a ir dormir. 
- O que foi? - ela sussurra para não acordar ninguém. 
- Ele me chamou para ir ao baile com ele! - sussurro de volta. 
- AAAAAAAH! - ela diz parecendo ter perdido o fôlego - E o que você respondeu?
- DÁ PRA VOCÊS CALAREM A BOCA! ESTOU TENTANDO DORMIR! - exclama Danielle Capalbo. 
- Boa noite, Dani... - diz Meredith se levantando e andando até chegar em frente da minha cama. - O que você disse?
- Disse para ele mandar você sair daqui... - brinco. 
- É sério... - ela manda. 
- É SÉRIO TAMBÉM QUE EU QUERO DORMIR! - Danielle exclama de novo.
- DANI!! - Meredith diz em um tom de voz elevado - A KATY FOI CONVIDADA PARA IR BAILE! 

No que Meredith diz isso Danielle Capalbo, Elisa Smith e Lucia Tallez se levantam rapidamente da sua cama e cercam a minha. Todos aqueles quatro rostos me encaravam esperançosas. 
- Vai logo, Marvel! - exclama Lucia com um pouco de desdém. - Conta quem te chamou pro baile... 
- Sim, mas precisamos saber se ela disse sim! - Elisa complementa. 
- É-ÉÉ... - concorda Danielle bocejando. 

Travei. Eu achei que não poderia dizer tudo aquilo para 3 meninas que eu nem conhecia, para a Meredith tudo bem, sei que nos conhecemos não faz nem uma semana, mas pelo menos sei que ela quer ser minha amiga. Mas a Danielle, a Elisa e a Lucia estavam chegando a me constranger. 
- Se você não quer contar, eu conto! - Meredith diz. - Ela foi convidada pelo Leonard Harter... Sabem, o menino do 7º ano, da Grifinória? 
- AI MEU DEUS! - Elisa exclama enquanto eu olhava feio para Meredith - Eu não acredito que você foi convidada por ele... - finjo um sorriso para elas - Quer dizer, todas as meninas estão combinando de começar a falar com ele para ele chamar elas mas, você? É, Katherine... Você é uma menina de sorte, quero dizer, você...
- ELISA! ELA NEM AO MENOS DISSE SE ACEITOU OU NÃO! - exclama Lucia. 
- Ah, mas é óbvio que ela disse sim, não é? - Elisa pergunta. 
- DIZ LOGO, QUERO IR DORMIR! - Danielle ordena
- Tudo bem, tudo bem... - digo. - Ele me chamou para ir ao baile e eu aceitei. 
- AAAAAAAAAAAAAH! - Meredith, Danielle e Elisa davam gritinhos de alegria. 
- Era de se esperar que a Marvel fosse aceitar... Bem típico! - Lucia diz voltando a se deitar, sendo acompanhada por todas, menos Meredith, que continuou do meu lado.
- Depois nos falamos, ok? - concordo com a cabeça - Você sabe que eu quero saber dos detalhes... - ela me lança uma piscadela amigável. 

Eu e Meredith nos enfiamos em nossos pijamas e nos deitamos. 



 


Eu e Leonard estávamos dançando no Salão Principal. Eu usava um vestido longo azul claro. Ao fundo, tocava uma música suave e calma. Até que gritos de horror vieram do fundo do salão, junto com janelas estourando. O tintilar do vidro quebrando faz meu ouvidos reclamarem. Um bruxo encapuzado entra no Salão junto com vários bruxos logo atrás com máscaras grandes e enferrujadas. O do capa aponta a varinha para a minha direção, a primeira coisa que eu penso é pegar a minha varinha e duelar. Meu coque foi se soltando... E o meu vestido começou a rasgar nas pontas, não dava a mínima. Leonard tentava me proteger, mas ele acabou sendo atingido. Lá estava ele, imóvel no chão, a boca entreaberta e olhos arregalados. Ele não estava morto, mas o meu medo de que poderia estar, era enorme. Lágrias escorriam do meu rosto ao vê-lo daquele jeito.  
- É HORA DE DESISTIR, KATHERINE! - o encapuzado gritou para mim.
- NUNCA! - grito de volta. 
- SAIAM TODOS! - ele se dirige aos alunos - SAIAM! AGORA!
Eles obedecem, mas os professores ficam. Alguns foram até mim... 
- Quer ajuda?... 
- Cuide do Leo!
- Vamos ficar! Não se preocupe... 
- Cuide do Leo!
- É o nosso dever proteger você!
- CUIDE DO LEO! - Eles me encaram.- Eu estou bem! E vou ficar bem. Cuide do Leo! 

De cinco pessoas que estavam em minha volta, quatro me obedeceram. E uma permaneceu ao meu lado. 
- Diretora? 
- Claro que eu vou ficar aqui, Katherine! Não pense que estou com medo... 
Aceno com a cabeça em resposta. Coloco a minha franja atrás da orelha e encaro o encapuzado. Ele era o mesmo monstro maligno, vingativo e frio do meu sonho. 
- SÓ NÓS DOIS, KATHERINE! NÃO TENTE TER UMA AJUDA... NÃO VAI FUNCIONAR!
- Eu vou ficar, Katherine... - a diretora me acalmava - Agora vamos começar!
Começamos a lançar feitiços em direção a ele, que apenas se defendia. Até que consigo atingir seu coração, se é possível que ele tenha um. 
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!! - ele urra de dor. 

Acordo suando frio. Olho para o lado e Meredith estava ali.
- Você está bem? - ela pergunta. 
- Estou sim, por que?
- Você estava gritando... - ela explica. 
- Nossa! Desculpa se te acordei, eu só... Só vou pegar um copo d'água. - me levanto e vou até o banheiro lavar um pouco o rosto. 
Depois, desço as escadas para ir beber um pouco de água. Me sento na poltrona para olhar a lua no céu. 
- Katy? - diz uma voz na escada.
Deixo o copo de lado ainda vendo a lua brilhar ao lado de estrelas mínimas. 
- Sim? - digo olhando Meredith. 
- V-Você...? Você teve um pesadelo? - ela pergunta se aproximando, concordo com a cabeça - Consegue ir dormir de novo?
- Sim, claro. 
- Qualquer coisa nós vamos até a McGonagall para você usar a Penseira dela. 
- Tudo bem. Agora vamos... - me levanto e vou acompanhando-a até os dormitório. 

Danielle, Elisa e Lucia conversavam. E ao pisarmos dentro do quarto, elas param. 
- O QUE FOI? ESTAVAM FALANDO MAL DE MIM? - pergunto brava. 
- Não é isso, Katy... - Elisa se levanta e vai ao meu lado - É que estávamos preocupadas com você! 
- Ah, obrigada e... Desculpa eu ter sido tão grossa. Estou um pouco cansada, por isso, agora, eu gostaria de voltar a dormir. - vou até minha cama. 
- Qualquer coisa, chama a gente. - diz Elisa.
Aceno boa noite para todas com a cabeça e me acomodo embaixo das cobertas. Meus olhos começam a pesar, enquanto eu torcia para não ter mais pesadelos.  


Meredith me acorda.
- VAMOS! ACORDA! - saio da cama com um pulo. 
- Onde é que estão as outras? - pergunto.
- Estão nos esperando lá embaixo... Incrível como do nada começaram a falar conosco! 
Me enfio nas vestes e vou até o banheiro pentear o cabelo e escovar os dentes. Pego minha mochila que tinha todos os livros. Desço as escadas com Meredith nos meus calcanhares. 
- Bom dia! - anuncia Elisa. 
- Bom dia... - respondemos eu e Meredith juntas. 
- Vamos logo, tudo bem? - Lucia diz indo até o buraco do retrato. 

Fomos até o Salão Principal. 
Comemos os ovos mexidos com bacon e tomamos um pouco de suco de abóbora. Já estava quase na hora da aula de Herbologia começar e fomos nós 5 correndo até a estufa nº 6. Faltava 15 minutos para a aula começar e todos já estavam lá, menos o professor. Vejo Leonard acenando pra mim, retribuo com um sorriso. Vejo por cima do ombro, Danielle e Lucia darem risadinhas. Começo a conversar com Meredith até que alguém me cutuca pelas costas. 
- Oi! - digo. 
- Oi, eeerrr, Katy.
- Sim?
- Queria falar com você!? 
- Tudo bem. - andamos até lá fora da estufa. 

O Sol entrava nas árvores banhando-a com dourado. Leonard me pega olhando para o Sol e para as árvores. 
- Era sobre isso que eu queria falar com você! 
- Sobre o que?
- Sobre o quadro... Queria fazer ele hoje com você, algum problema?
- Não, nenhum... Imagina! Então, que tal antes do jantar a gente começa e depois terminamos depois de comer? 
- Perfeito - ele sorri - Então, agora vamos voltar para a aula!
- É... - ele pega na minha mão para voltarmos juntos para a sala, mas eu solto a minha mão, achando aquilo ou muito estranho, ou muito diferente, ou muito surpreendente... 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Alohomora ☼ 3


Porão da Direção

Thinderboon entra batendo a porta. A masmorra fez eco e meus ouvidos reclamam, Meredith dá risada da minha careta. Fito-a com um olhar severo. 
- BOA TARDE ALUNOS! - ele anuncia. 
- Tarde? - pergunto para Meredith.
- É... Você dormiu muito tempo!
- Aposto que todos estão interessados sobre saber mais sobre o Baile de Inverno, não?
- Professor? - levanto a mão - A Profª Sprout vai realmente ajudar no baile?
- Claro, Srta. Marvel. Claro que ela tem suas tarefas de Herbologia e Poções, mas mesmo assim, ela é a Co-Organizadora do Baile e vai produzir tudo enquanto eu estiver ocupado com as minhas aulas. Ela é minha ajudante e do Professor Longbotton mas claro que estará presente em todas as dúvidas que vocês tiverem.
- Obrigada. - respondo.
- Mas, uma pergunta: Quando vai ser? - Meredith exclama. 
- Bem, será antes do Natal, disso tenho certeza, é que eu não me lembro, senão me engano acho que dia 23. Às exatas oito da noite. 
- Sério? Então realmente vai ter esse baile? - uma séptianista da Grifinória pergunta.
- Sim! Agora, andem... Abram na página 9! Quero falar sobre a Poção da Memória!
- Esse negócio está me perseguindo... - comento com Meredith e ela ri. 


A aula de Poções acabou depois de nós mesmo tentarmos fazerem uma Poção da Memória. O dia de aulas tinha sido curto pra mim, por isso não estava cansada como Meredith. Faltava ainda um pouco para o jantar, assim consegui convencê-la a darmos uma volta pelo castelo para testarmos o Mapa do Maroto. 
- Pronta? - pergunto. 
- Aham... - passamos pelo buraco do retrato.
- Eu juro solenemente que não vou fazer nada de bom. - digo. 
- Olha, tem uma passagem secreta aqui! - ela exclama chegando perto de uma estátua de uma bruxa de um olho só. 

A estátua parecia já estar muito gasta. Eu encostei meu dedo na ponta do nariz dela e ela foi se arrastando para trás, como se alguém estivesse a empurrando. Havia um alçapão... Puxamos a espécie de 'maçaneta' e entramos. Era um túnel escuro de terra que dava em várias direções. Tinha paredes altas, por isso, eu e Meredith podíamos andar de pé normalmente. 
- Por ali, tudo bem? - Meredith aponta para um túnel a esquerda. Concordo com a cabeça seguindo na direção em que ela pediu. 

Estava a frente com a varinha na mão, que iluminava o túnel. Ela estava com a varinha igual a minha - sobre o feitiço lumus - e com o Mapa na outra mão. 
- Meredith... - digo dando passos lentos - On... Onde temos que ir agora?
- Bem, Katy, o mapa pede para irmos em frente até vermos uma marca de pegada de trasgo no chão. 
- Trasgo? 
- É... Olhe! - ela põe o mapa na minha frente eu vejo, uma mancha pequena em forma de pé um pouco mais a nossa frente com os dizeres "Pegada de Trasgo", e bem ao lado uma curva "Porão da Direção".
- Porão da Direção? - pergunto.
- É... Agora continua andando... Você nunca ouviu falar da "Lenda do Porão da Direção"?
- Não.
- Bem, eu te conto. muitos anos atrás dois jovens aprontaram na sala e ficaram de castigo. Para fugir, os dois criaram um atalho. Não muito longe do túnel onde estamos, sabe?... Mas, voltando. Era um atalho subterrâneo. Eles sofreram muitos deslizes de terra, e muitas pedras caindo em sua cabeça, mas conseguiram. Eles chegaram até uma sala mal iluminada completamente bagunçada, cheia de livros velhos empoeirados. Havia uma mesa... Eles foram vasculhá-la, para ter algo com o que se entreter lá embaixo enquanto se escondiam. Ao abrirem a gaveta, eles encontraram...
- O que? O que eles encontraram?
- Encontraram uma chave, e ao seu lado, um cofre. O abriram. QUEM NÃO FARIA ISSO, NÃO É? Mas, acho que eles devem ter se arrependido. A vida deles custou uma girada de chave. 
- Quer dizer, que eles morreram?
- Sim. Eles morreram... E até hoje, o Porão da Direção se encontra aberto. 
- Mas por que é Porão da Direção?
- A sala se encontra exatamente embaixo da sala do diretor de Hogwarts. No nosso caso, seria um porão da McGonagall, não?
- É - dou uma risadinha - Olhe! A pegada do trasgo! - aponto para o chão. 
- Vamos para o Porão da Direção! - Meredith segue a curva. - Ai meu Deus, Katherine! 
- Que foi? 
- Olhe só... - ela aponta para uma porta com um emblema de Hogwarts destacado em prata oxigenada.
Embaixo, palavras diziam "FAVOR, AFASTE-SE! Propriedade de Hogwarts"
- Não é demais? - ela pergunta. - Vamos entrar! - ela põe a mão na maçaneta. 
- NÃO! - seguro seu braço - Se essa sala existe, a uma grande chance da lenda do Porão da Direçaõ ser real. Você não vai querer entrar em uma sala e encontrar dois cadáveres, vai?
- Para de ser medrosa, Katherine. MAL FEITO FEITO - ela aponta para o mapa.
- Por que isso?
- Às vezes os cadáveres podem voltar a vida... - ela zomba. 
- Vamos! Varinhas na mão, caso tenha algo aí dentro. 
- NÃO DÁ! A porta tá trancada... 
- Licença, eu sei um feitiço. Alohomora! - como já previsto, a porta se abriu. - Preparada, Meredith?
- É agora ou nunca! 

Entramos na sala. Era exatamente como descrito: "uma sala mal iluminada completamente bagunçada, cheia de livros velhos empoeirados." Avistei a mesa, ao me aproximar, tinha uma gaveta aberta. 
- Katherine... - Meredith sussurrava - Vamos embora, eu estou ficando com medo.
- Certo, vamos logo. - nos viramos e saímos. 
- Pelo menos agora, podemos dizer que a lenda é real. - Meredith comenta.
- Com certeza - digo mesmo o som da minha voz ser encoberto quando ela bate a porta. 

A terra do 'teto' começou a desabar atrás de nós. Ainda um pouco ao longe...
- O QUE É ISSO? - ela pergunta.
- Deve ser algum feitiço. Talvez as pedras que caíam do teto na história fosse isso, não?
- É... AGORA CORRE! TÁ CHEGANDO PERTO!!!

Começamos a correr. Minhas pernas iam tão depressa que eu quase nem as sentia tocarem o chão. Avistei o alçapão ao longe... Olhei para o lado e Meredith não estava lá! Olho para trás e enxergo um vulto de cabelos ruivos um pouco atrás de mim. 
- ME ESPERA, KATY!!!!
- VEM!!! - paro e corro para trás, pego em sua mão e volto a correr.
- KATY!!! VAI MAIS DEVAGAR!!! NÃO ESTOU CONSEGUINDO, POR FAVOR.
- ANDA!! - desacelero um pouco mas não perco o ritmo. 

Alcançamos o alçapão. Meredith sobe em meu joelho e volta até o andar de Hogwarts. Ela estende a mão e me puxa. Com as pedras e a terra a poucos centímetros de me alcançarem, eu consigo dar um impulso e voltar até o piso gelado da minha escola. 
A estátua voltou ao lugar rapidamente enquanto respirávamos ofegantes deitadas no chão.
- Vocês estão bem? - uma voz pergunta ao fundo.
Me sento e olho para trás.
- Leonard! - exclamo. - Olá! 
- O que houve com vocês duas?
- Estávamos lá nos jardins e acabamos nos sujando. 
- Hm. Tudo bem - ele pareceu não acreditar. - Está quase na hora do jantar.
- Verdade! - digo olhando meu relógio. - Meredith... - cutuco ela - Vamos jantar!
- Tá... - ela murmura ainda deitada. 
- Vamos, Katherine. - Leonard se aproxima - Eu te ajudo! - ele estende as duas maõs e me levanta. 
- Obrigada! 
Puxo Meredith do chão e fomos andando nós três em direção ao Salão Principal. 
- Então, Katherine - Leonard se dirije a mim.
- Por favor. Katy!
- Tudo bem, eeer... Então, Katy, eu estava na biblioteca e achei alguns livros bem legais sobre aulas de atuação. 
- O que quer dizer?
- Você realmente achou que eu acreditei que estavam no jardim? - olho para o chão - Está interditado lá fora, e outra coisa, isso é poeira, não terra. E ninguém se joga no chão no corredor do terceiro andar, que é um pouco longe da porta da saída, não?
- Você não vai contar vai? - pergunto.
- Não, imagina... Isso foi um pouco rebelde da sua parte, gostei disso. 
Sorrimos. 



Depois do jantar eu e Meredith fomos para a biblioteca procurar mais sobre a lenda do Porão da Direção. 
- De acordo com esse livro - ela diz com a cara enfiada em Hogwarts, uma história - "O Porão da Direção é um esconderijo subterrâneo onde ocorriam reuniões ultra-secretas da Ordem da Fênix." Mas... O que é a Ordem da Fênix? 
- Acho que vi algo sobre isso - me levanto - Vem, vamos até a estante "O"! 

Fomos andando até chegar aonde nosso lugar desejado. 
- Aqui olha! Ordem da Fênix e seus segredos... - pego o livro e o abro - Aqui! Capítulo 16, Porão da Direção. "O Porão da Direção, conforme a lenda, é uma sala subterrânea na qual a Ordem da Fênix realizava reuniões ultra-secretas. É somente vista através do Mapa do Maroto, objeto no qual, se encontra com Tiago Sirius, atual estudante de Hogwarts e filho mais velho de Harry Potter e Gina Weasley."
- Espera aí! - Meredith exclama - Se ele estuda em Hogwarts... Podemos encontrá-lo, não é? E saber mais sobre a Ordem e o Mapa!
- Bem pensado, Meredith! Vamos, de que casa ele pode ser?
- Ora, não é óbvio que ele deve ser da Grifinória? - ela explica, como se isso fosse óbvio... - Mas, Katy, não sabemos a senha da Grifnória! 
- Mas conhecemos alguém que sabe. - digo, imitando-a.
- Quem?
- Leonard! - respondo.
- Você não pensa? Se dissermos que queremos ver Tiago Sirius Potter, ele perguntará por quê e teremos que contar que temos o Mapa do Maroto e que a lenda é real.
- Não podemos simplesmente pedir sem dizer isso? - sugiro. 
- Descobrimos hoje que ele não é tão bobo quanto pensamos! Ele percebeu que não estávamos lá fora... Isso não é bom pra nós. 
- Vamos achá-lo... 
- Achar quem? - diz uma voz atrás de mim.
- Leonard! - exclamo - Queríamos falar com você! - fecho o livro e o coloco de novo na prateleira. 
- O que foi? - ele pergunta.
- Sabe, Leonard... 
- Leo! - ele pede.
- Tá bem... Sabe, Leo, uma menina do nosso dormitório vai fazer aniversário e nós queríamos dar um quadro a ela, um quadro de paisagem e nós queríamos saber se não podemos usar a paisagem da Sala Comunal da Grifinória? 
- E por que precisam de mim?
- VOCÊ É DA GRIFINÓRIA, NÃO É? - Meredith levanta o tom de voz, um pouco ofensivamente.

A cutuco nas costelas. 
- Como você é dessa casa, queríamos saber se você não nos pode levar até lá?
- Bem, tudo bem... Mas, é que o time de quadribol faz reuniões "ultra-secretas" que não podem ser vistas por ninguém - ele zomba - Então não sei se vocês podem entrar lá. Mas, eu falo com eles. 
- Tudo bem, obrigada. Quando eles responderem, você fala com a gente no jantar, ok?
- Jantar de hoje? - ele pergunta.
- É... - Meredith responde. 
- É só! A gente se vê então! - me despeço.
- Até lá... - ele diz.

Eu e Meredith saímos em direção ao Saguão para esperar as portas enormes se abrirem para o Salão Principal. Até que algo em minha cabeça me acerta em cheio.
- Meredith... Onde será que os alunos do primeiro ano estão? - pergunto.
- Ah, acho que esqueci de te avisar isso! Eles estavam nas masmorras, disseram que eles queriam "explorar a escola" - ela faz as aspas com os dedos - e acabaram se perdendo. O Thinderboon e os monitores viraram a noite procurando eles, e bem, o encontraram. 
- Que bom, não?
- É... - ela pareceu levemente triste por isso ser bom. 
A estranhei mas ignoro assim que as portas se abrem. 
Nós duas fomos andando até a mesa da Lufa-Lufa e nos sentamos. 
- Olá, alunos! - McGonagall começa a discursar - Poucos dias se passaram e já passamos por muita coisa, não é? - todos riem falsamente, menos eu e Meredith - Bem, o jantar de hoje é a Seleção de Casas dos alunos do primeiro ano. Pois bem, vamos começar. 
As portas se abrem e surge o Professor Longbotton com os alunos do primeiro ano, todos nos olhando e olhando o teto estrelado de Hogwarts. 
A Seleção de Casas passou muito lentamente, já que estava com muita fome. Mas, Lufa-Lufa ganhou mais 25 pessoas novas. Quando todos os alunos mais novos se sentaram em suas respectivas mesas, a Diretora anunciou o jantar. Surgiam nos pratos de ouro frangos assados, batatas em purês ou em pedaços, acompanhadas de vários tipos de molho, além de uma lasanha vegetariana com peixe empanado. 
Ainda no meio das minhas batatas com molho rosê, Leonard vem até nós duas e se senta. 
- Posso acompanhar vocês no jantar? - ele diz acomodando o prato na mesa.
- Claro! - responde Meredith.
- E então? - pergunto sussurrando.
- Eles disseram que apenas uma pode entrar... - ele responde - Sim, eu sei, é um pouco ruim para pintar um quadro, mas acho melhor assim. 
- Qual das duas vai? - me dirijo à Meredith. 
- Vai você... Eu cuido do cartão do aniversário. - ela me lança uma piscadela.
- Ok, Leo... Então, eu vou!
- Depois do jantar eu te encontro em frente ao retrato da Mulher Gorda. Tá bem pra você?
- Tá ótimo.
Mudamos de assunto e começamos a conversar. O jantar acabou e eu e Meredith fomos até a Sala Comunal da Lufa-Lufa para marcarmos tudo o que eu tinha de descobrir. Me despeço dela e vou andando até o retrato da Mulher Gorda com a ajuda do Mapa do Maroto. 
Fico esperando Leonard em frente ao retrato.
- Ah! Olá, Katy... - ele cumprimenta - Por que não trouxe uma tela?
- Bem, nós combinamos de eu rascunhar um pouco e depois fazemos juntas... 
- Tudo bem! Vamos... - ele se junta ao meu lado e encara o retrato - Pegada de trasgo!
O buraco do retrato se abre e entramos.